quarta-feira, 6 de março de 2013

Deveras Pó

Por Fabio Ramos




sabedor
do
barro
alicerce
em que foi
moldado

corpo
cárcere
sopro
de
deidade
não
atravessa
parede
também se
decompõe

vagueia
sobre duas
pernas
enfim
sem destino

no
cemitério
dos
antepassados
vai jazer
pela
eternidade

vermes sendo
alimentados

sangue
perpetuando
gerações

ele
blasfema
contra a sina
da carne

e teme
 e treme

4 comentários :

  1. esse foi a minha cara =)
    tds akeles q creem na Existencia cm simplesment um trajeto único, de duração correspondent á vida útil da massa carnal, c ctz dev se sentir ameaçado...o medo da mort acaba qdo a gt perceb q a carne é só veículo, e q o condutor é imortal.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você disse tudo! Concordo plenamente, Paula :-)

      Excluir
  2. Título impactante, texto bem construído e reflexivo sobre as circunstâncias da vida... Prefiro pensar na decomposição da construção dos objetivos. A (de)composição entendida como cada passo fundamental na realização de uma etapa; de um sonho. Vamos viver e dar a nossa pequena contribuição ao planeta. Menos arrogância e um pouco mais de humildade.

    ResponderExcluir
  3. Nossa! Apesar do tema fúnebre e imagem similar, gosto do jeito como você percebe as coisas do mundo. Beijinho.

    ResponderExcluir