quinta-feira, 23 de julho de 2015

Feliz Efemeridade

Por Daniella Caruso Gandra
 



Graças damos ao que nos atinge em cheio: o coração na contradança com a razão, em embalos sonoros a camuflarem abalos silenciosos. 

Tudo ao redor é volátil, na memória jaz; o que hoje coincide, amanhã, só quimeras, já que a vida é um ensaio a perdurar... 

Momentos flutuantes que arrancam o riso, tiram sarro dos sentidos, formando abismos. Emoções a usurparem a certeza casta, hoje, já nem tão inabalável, brindando o funesto antes desconhecido. 

Na fugacidade do tempo, sou anti-heroína, num recreativo antagonismo, em permanentes cismas diante do transitório, a socorrer-me na vastidão que habito, xérox de mim. 

Ao se extinguirem os versos da poesia hipotética, em contato com lambedores de egos, insuflarei o que há de recente, transpondo venturas, sem ser inconsequente. 

Pois pouca é a expectativa que nos testa no findável, em ritmos cardíacos um tanto tardios, a evocarem nossa presença no agora, admoestando o dorso que por ora faz festa e depois, história.
 

2 comentários :

  1. O tempo e sua fugacidade...ótimo texto!

    Abraços,

    Mayanna

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  2. Obrigada, Mayanna! Bom saber que você leu e curtiu.

    Boa semana, abraço!

    Daniella.

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