terça-feira, 13 de outubro de 2015

Rock

Por Denise Fernandes




E ainda não esqueci o lançar-se do cantor de rock. No meio do show, no centro do ápice pessoal, somos testemunhas desse voo impossível. Ele se joga no ar. Não encontra as mãos de seus fãs, mas sim o improvável asfalto. Depois, as mãos dos seguranças (que não sabem ser macias).

Talvez haja uma loucura parecida com a do cantor de rock. De certa forma, tenho me atirado no asfalto. Onde eu pensava ter mãos amorosas, encontrei o nada. O amor exige paciência de faquir. Realizar-se também.

Não sei se é realmente necessário mergulhar no ar, como o cantor, para saber. Na ousadia e no gesto louco, porém, há um forte sentimento de que somos, em grande parte, desejo e imaginação – e que estamos sós em nossos voos. Mesmo numa plateia imensa.

2 comentários :

  1. Sempre fui fã de Mike Patton, mas achei que o público não correspondeu às expectativas contagiantes dele. Talvez, por não enxergá-lo como atração principal da festa. Se eu estivesse lá, daria um colo a ele . :-)

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    1. Adorei seu comentário. Vou lançar meu livro de crônicas domingo, dia 13/12, das 17 às 22h, na cantina Tia Rosa, Rua Heitor Peixoto, 728. Cambuci. Se puder, apareça. O livro de crônicas está à venda também no formato e-book.O endereço da versão digital é :
      https://clubedeautores.com.br/book/199552--Entendendo_o_Sol
      A versão digital do livro é no formato E-PUB
      e pode ser lida em qualquer e-reader (Kindle, Kobo, Lev, etc.)

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